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Olimpíada tem 58 casos de Covid-19 a quatro dias da abertura

Olimpíada tem 58 casos de Covid-19 a quatro dias da abertura

Até esta segunda-feira (19), os jogos olímpicos de Tóquio já registraram 58 casos positivos de Covid-19.Foram infectados quatro atletas, 17 membros dos comitês internacionais e nacionais, cinco jornalistas, três funcionários da Tóquio 2020 e 29 terceirizados. Os dados são disponibilizados pelo comitê organizador.

Adiada em um ano por causa do surgimento da pandemia, a Olimpíada de 2020 será aberta oficialmente na próxima sexta-feira (23), às 11hs da noite (horário brasileiro). As competições começam dois dias antes e prosseguem até 8 de agosto. Haverá também a Paralimpíada, entre 24 de agosto e 5 de setembro.

Médico-chefe de um comitê independente para a Covid-19, Brian McCloskey assegurou que foram criadas camadas de proteção para a realização da Olimpíada, entre elas testes realizados diariamente nos atletas até a vacinação, não-obrigatória para a entrada no Japão ou participação nas competições.

” Os números de casos positivos até agora são muito baixos”, disse McCloskey. “Monitoramos as pessoas desde a chegada no aeroporto e, cada camada do protocolo, é uma proteção a mais, é uma redução do risco de que o coronavírus seja espalhado”. Com informações do R7.

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  • 'Espero que boxe tenha mais investimento', diz campeão olímpico Hebert Conceição

    A luta de Hebert Conceição não acabou após o impressionante cruzado de esquerda que acertou o ucraniano Oleksandr Khyzniak, a 1min29s do final do terceiro assalto, e lhe garantiu a medalha de ouro na categoria peso médio (até 75 quilos) nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

    Em entrevista ao Estadão, o boxeador baiano mostra maturidade, apesar dos 23 anos, e sabe que seu título tem grande importância para manter o boxe em evidência em um País onde os esportes olímpicos são lembrados apenas de quatro em quatro anos

    Com pouco tempo de descanso ao desembarcar no Brasil, por causa dos inúmeros compromissos, Hebert falou com a reportagem pelo celular e revelou a ansiedade também com a proximidade da luta pelo título mundial dos superpenas que o conterrâneo e amigo Robson Conceição vai disputar em 10 de setembro, nos Estados Unidos diante do mexicano Oscar Valdez.

    Hebert só foi encontrar os familiares na última quinta-feira, em São Paulo, após um evento da Confederação ao Brasileira de Boxe. "Que saudades eu estava deste abraço", disse o boxeador para a sua mãe, Ieda Conceição. No dia seguinte, o lutador foi para Salvador, onde foi recepcionado por dezenas de fãs e familiares no aeroporto.

    "Muito gratificante ser recebido com todo esse carinho pelo povo baiano, pelo povo brasileiro. Que bom que eu retribuí essa alegria lá em Tóquio. Agora sim, de volta para a terrinha, com a alma muito mais leve", disse após o desembarque.

    Mas ainda faltava uma última visita antes do descanso merecido. Sempre com a medalha no peito, Hebert foi até o Centro de Treinamento do Bahia, seu time do coração, onde posou para fotos com os jogadores e até brincou ao fazer um gol de falta.

    O pugilista costuma festejar suas conquistas ao dizer que obteve um "triunfo", e não uma vitória, pois desta forma omite o nome do maior rival do Bahia - Hebert acompanhou também neste domingo o jogo do Bahia contra o Atlético Goianiense no estádio Pituaçu, em Salvador, pela 16.ª rodada do Campeonato Brasileiro.

    Confira os principais pontos da entrevista exclusiva do boxeador Herbert Conceição:

    O boxe ficou em primeiro lugar entre as modalidades do Brasil no quadro de medalhas com o seu ouro, a prata da Beatriz Ferreira e o bronze do Abner Teixeira. O que este desempenho em Tóquio pode causar de mudanças na nobre arte nacional?

    Espero que esta conquista mostre para o Brasil e para todo o mundo esportivo que nossa modalidade é muito grande, gigante. Esperamos mais investimentos não só para os atletas de elite, mas também para projetos sociais e federações dos estados, para que eles possam ter uma boa estrutura e conseguir realizar grandes eventos. Só assim vamos dar rodagem a todos os outros atletas e, a partir daí, ter a dor de cabeça boa de selecionar os melhores lutadores para que possam representar bem o Brasil pelo mundo afora.

    Você teve uma participação muito regular durante suas lutas na Olimpíada, mas na final o seu estilo não estava encaixando com o do ucraniano. Você foi para o último round precisando do nocaute. E o que foi aquele cruzado de esquerda?

    Foi abençoado. Veio na hora que em que eu mais precisava. Era tudo ou nada porque eu sabia que estava perdendo a luta e precisava do nocaute.

    Por várias vezes você tentou um golpe definitivo?

    Em diversos momentos da luta eu entrei com aquela combinação de direita em direto e esquerda em cruzado, quando ele estivesse vindo para cima. E no minuto final da luta consegui conectar esse lindo cruzado, que o enviou à lona e desta forma trouxe esta medalha dourada para o Brasil.

    Existe a possibilidade de você migrar para o boxe profissional?

    Existe a possibilidade sim, mas neste momento não penso em fechar negócio ou tomar qualquer decisão. Só quero descansar, esfriar a cabeça e com calma decidir o que faço para o futuro. Quero ver a melhor oportunidade... se é permanecer na seleção e pensar em Paris-2024 ou ir para a carreira profissional. No momento é descansar e nenhuma decisão vai ser tomada.

    Você é companheiro de treino de Robson Conceição, o primeiro a conquistar um ouro olímpico, no Rio-2016, que vai disputar o título mundial no dia 10 de setembro, nos Estados Unidos. Qual sua opinião sobre esta luta?

    Robson tem totais condições de vencer. É uma luta muito dura, muito difícil, mas Robson é campeão olímpico e tem capacidade para vencer. Ele está treinando muito para isso. Torço para que seja uma grande luta e que o Robson seja vencedor e traga mais um título mundial para o boxe brasileiro.

    São sete medalhas olímpicas e 14 pódios em campeonatos mundiais desde que a equipe olímpica foi formada, em 2009. Qual o segredo do sucesso?

    Temos todo o apoio necessário, com nutricionista, fisioterapeuta, equipe técnica qualificada, psicólogo, assim nós nos preocupamos apenas em treinar e nos desenvolver.

     

  • Isaquias Queiroz prevê se tornar o maior atleta brasileiro olímpico da história

    Medalha de prata nas categorias C-1 e C-2 1000m e bronze na prova C-1 200m na Olimpíada do Rio, em 2016, o canoísta Isaquias Queiroz é uma das maiores esperanças do esporte brasileiro para subir no pódio em Tóquio. Aos 27 anos, o primeiro atleta nacional a conquistar três medalhas olímpicas em uma mesma edição tem um objetivo enorme no Japão

    "Minha meta sempre foi esta (ser o maior atleta brasileiro olímpico da história). Meus treinos sempre foram muito duros de 2016 para cá. Eu não iria querer ficar na água me torturando ali se eu não tivesse algum objetivo. Mas eu acho que esse objetivo não é só meu. É do Jesus, do Lauro e de todo o Comitê Olímpico, que vem acreditando no meu talento, no meu trabalho e na minha dedicação", disse o atleta, nesta terça-feira, em entrevista coletiva.

    "Eu venho para Tóquio com este objetivo e acredito que todo brasileiro deseja que eu esteja no lugar mais alto do pódio, pegando a medalha de ouro. Eu quero muito finalizar os Jogos com esta cena. Meu objetivo é este, ganhar as duas medalhas olímpicas agora, e ter mais títulos para conquistar. Eu não penso em sair daqui sem duas medalhas no pescoço. Posso estar sendo ganancioso, mas treinei muito para isto e eu não quero sair daqui sem este objetivo. Treinamos bastante no sol, na chuva, nas adversidades de vento para chegar aqui e ter resultado. Eu quero representar o meu país no quadro de medalhas", completou o baiano de Ubaitaba.

    Isaquias, que vai participar somente nas categorias C-1 1000m e a C2-1000m, terá a companhia de Jacky Godmann, que também participou da coletiva. "Eu fico muito feliz em estar ajudando ele. O Isaquias é o meu ídolo. Estou feliz em compartilhar um barco com ele. Espero ajudar no sonho dele. É o meu sonho também estar aqui. Espero que ele consiga as medalhas que está falando e que eu possa fazer parte disso."

    Competições da canoagem de velocidade, com participação brasileira em sua fase classificatória, estão agendadas para o dia 1.º de agosto.

  • Argentina quebra tabu de 28 anos, vence o Brasil no Maracanã e conquista a Copa América

    Após longos 28 anos, a Argentina volta a conquistar um título. Em uma partida muito disputada, os argentinos venceram o Brasil por 1x0, neste sábado (10), no estádio do Maracanã, sagrando-se campeões da Copa América. O 15º título da competição dos 'hermanos', que se igualam com o Uruguai como os maiores campeões do torneio. O único gol da partida, que garantiu o troféu para a Argentina foi marcado pelo atacante Di María.

    O JOGO
    O confronto mais esperado da Copa América. Como já era esperado no maior clássico das Américas, Brasil e Argentina começaram a grande final de forma bastante pegada, com as duas seleções brigando por cada centímetro do gramado e, claro, com jogadas mais ríspidas e provocações. Tanto que, com apenas dois minutos, o volante Fred já estava amarelado.

    Se a troca de passes estava difícil, os argentinos optaram pelos lançamentos longos e contaram com uma força brasileira para abrir o placar. Aos 21, ainda no campo defensivo, De Paul faz aciona Di María em profundidade, Renan Lodi vacila, fura e não consegue fazer o corte... Deixando o atacante argentino sair de cara com Ederson, que só dá um bonito toque por cima do goleiro para abrir o placar, golaço: 0x1.

    Atrás do placar, o Brasil passou a se expor mais e, numa dessas, quase Messi amplia. Aos 31, Fred errou na saída de bola no meio de campo, o craque argentino ficou com a bola e partiu em disparada para o ataque, se livra de Marquinhos e finaliza com perigo, mandando a bola rente a trave direita de Ederson.

    No minuto seguinte, o goleiro brasileiro dá o seu já tradicional lançamento para o ataque encontrando Neymar, que domina e parte com tudo pra cima da zaga argentina e só foi parado pelo seu companheiro de PSG, o volante Paredes, que faz falta dura na entrada da área e foi amarelado. Na cobrança, o camisa 10 canarinho acabou mandando a bola na barreira.

    Após o intervalo, o Brasil voltou bem melhor para a etapa complementar. Muito por conta da substituição de Tite, que colocou o atacante Firmino na vaga do volante Fred. Mais ofensivo, os brasileiros passaram a marcar alta, apertando a saída de bola argentina e logo começou a surtir efeito.

    Aos sete minutos, Richarlison é acionado pela direita, entra na área e tenta o cruzamento que foi interceptado, mas a bola acabou voltando para ele finalizar e marcar o gol. Porém, o bandeira marcou impedimento na origem da jogada.

    A seleção passou a criar mais pelos lados e, novamente, teve uma excelente oportunidade. Aos oito, Neymar saiu costurando da esquerda para o meio, percebeu a entrada de Richarlison pela direita e deu passe cirúrgico... Que entrou na área e soltou uma bomba no alto, mas o goleiro Martínez fez grande defesa e mandou para escanteio.

    Percebendo que o Brasil estava crescendo na partida, a Argentina começou a travar o jogo e a cometer mais faltas. Muitas com força excessiva, o que acabava irritando os brasileiros, que entravam na pilha e esqueciam de jogar.

    Aos 37, Vinícius Júnior tenta jogada individual, não tem como prosseguir no lance e toca para Gabriel Barbosa entrar na área pela diagonal esquerda, tenta o chute, mas é travado na hora e ganha escanteio. Na cobrança de Neymar, a zaga argentina afasta parcialmente e, na sobra, Danilo tenta o arremate, mas acaba mandando por cima da meta de Martínez.

    O Brasil insistia nos minutos finais. Aos 41, Neymar cobrou falta lateral, Richarlison desviou para trás... Gabriel Barbosa aproveitou para emendar um sem pulo, mandando a bola no alto... Obrigando Martínez a fazer defesa milagrosa.

    Apesar das tentativas da seleção brasileira, o título ficou com a Argentina.

    Ficha do jogo
    BRASIL

    Ederson; Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Renan Lodi (Emerson); Casemiro, Fred (Roberto Firmino) e Lucas Paquetá (Gabriel Barbosa); Everton Cebolinha (Vinícius Júnior), Neymar e Richarlison. Técnico: Tite.

    ARGENTINA

    Emiliano Martínez; Montiel, Romero (Pezzella),Otamendi e Acuña; Paredes (Guido Rodríguez), Lo Celso (Tagliafico), Di María (Palacios), De Paul e Messi; Lautaro Martínez (Nicolás González). Técnico: Lionel Scaloni.

    Local: estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).Árbitro: Esteban Ostojich (URU).Auxiliares: Carlos Barreiro e Martín Soppi (ambos do URU).Gol: Di María, aos 21 do 1º Tempo.Cartões amarelos: Fred, Lucas Paquetá, Renan Lodi, Marquinhos (BRA) e Paredes, Lo Celso, De Paul, Otamendi (ARG).

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